sábado, 22 de agosto de 2009

Ser Infante....



"Ser Infante, mais que um simples combatente
É lutar pela conquista das vitórias
Sem ter tempo para abrigar na mente
Anseios próprios de honras e de glórias.
Ser Infante é viver no sacrifício
É fazer do corpo um instrumento forte
Indiferente às dores do nobre ofício
Para cumprir missão, conviver com a morte.
Ser Infante é dar exemplo consciente
Na instrução, no serviço ou no combate
É ser humilde, desprendido, valente
Amigo sincero, aberto ao debate.
Ser Infante é compreender a dimensão
Do conjunto que o enquadra na batalha.
Companhia, Batalhão ou Divisão
Sofrerão, de qualquer modo, sua falha.
Ser Infante é dedicar-se ao Soldado
Figura maior no cenário da guerra
Aquele que briga, em grupo ou isolado
E marca presença com sangue na terra.
Ser Infante é vibrar no anonimato
Dos sucessos que pertencem a todos nós
É chorar, só, em silêncio, o rude fato:
A metralha que calou mais uma vez.
Ser Infante é superar-se no fracasso
Pois, na vida, ele é coisa eventual
Para os bravos é só o primeiro passo
De uma nova caminhada triunfal.
Ser Infante é sublimar-se na vitória
Dando ao Homem o respeito que merece
Escrevendo, honradamente, a História
E louvando ao Senhor com sua prece.
Ser Infante, é, sobretudo, confiança
Nos que mandam e nos que devem obedecer
É ter fé na empreitada a que se lança
A todo custo, cumprir o seu dever.
Ser infante é viver para servir
Mantendo acesa a chama que ilumina
Toda esperança que temos no porvir.
Ser Infante é uma dádiva divina."




Infantes da ativa e da reserva, de qualquer idade, carregam em comum o espírito
da arma: denodo, perseverança, despojo para o sacrifício em proveito do
cumprimento da missão, mas, acima de tudo, um alto senso de camaradagem.
Exercitando a camaradagem é que o soldado de infantaria consegue encontrar
forças para lançar-se nas mais tenebrosas missões onde o confronto direto com o
inimigo é o mais significativo exemplo de coragem e desprendimento de um ser
humano. Tudo porque o infante sabe que nunca está só. Quem está ao seu lado
compactua com os mesmos sentimentos e está disposto aos mesmos sacrifícios,
cujas virtudes foram consolidadas no longo convívio dentro e fora da caserna.
Eis porque os infantes de todas as idades, da ativa e da reserva, precisam
manter-se unidos. Mas, acima de tudo, os infantes desejam e aspiram esta aproximação,
auscultada em manifestações pessoais freqüentes quando companheiros se
encontram. O coração do infante, por mais vivido que seja, anseia por confirmar em
cada encontro com os companheiros os ideais que orientaram a sua opção na carreira
das armas.

2 comentários

Julio disse...

cara, deois de ler isso, me orgulho de ser infante.
Infantaria eternmente!
SEMPER FIDELIS

Junto e Misturado!! disse...

OLÁ,MEU PAI FOI SOLDADO DO EB,NO FORTE GRAGOATÁ EM 81,SE N ME ENGANO,E GOSTARIA DE SABER SE DA PARA ENCONTRAR OS SEUS AMIGOS DE SERVIÇO MILITAR!

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